A casa é sua

29.6.16



A casa é sua, pode entrar. Mas não repara na bagunça, o último morador não soube cuidar.


Eu nunca fui de me achar criativa (podem acreditar) e isso até me fez demorar a cursar Publicidade, eu achava que não seria boa nisso. Estou mudando, evoluindo, me descobrindo e escrevendo. Semanas atrás escrevi uma frase pensando em alguém querido (essa aqui acima), pedi pra minha amiga me ajudar a fazer algo maior, uma poesia, pois eu queria me expressar de maneira melhor. Claro que ela disse que já era algo lindo, que era poesia sim, mas leiam abaixo a lindeza que ela fez, com base no que eu havia escrito.


Ele desponta na próxima esquina, sem rumo, nem destino
encanta, sorri, abraça, morde, dorme, acorda, delicia o dia
enquanto na vida, num repente, se aconchega no sorriso
desmonta o coração, a calmaria, intranquila mania da menina
que reluta, em sua armadura constante, estranha dureza cotidiana.
Reluta, até o abrigo do cafuné na barba, do ímpeto da poesia,
do suspiro prolongado e diz:
Se achegue…
A casa é sua, seu moço, pode entrar.
Faz da vontade, morada,
não repara na poeira, minha esdrúxula bagunça,
o último morador não soube cuidar.


Eu nem sei como agradecer por um presente tão lindo como esse. Na verdade eu sei, ela merece umas cervejas especiais hahaha
Esperamos que vocês gostem e, se desejarem, podem ler mais poesias belíssimas da Anenha aqui: https://pensandopalavrasaovento.com



Imagem: Tumblr

Leia também:

0 comentário(s)

Receba as atualizações no seu email!

Seguidores